TRADUÇÃO INTERSEMIÓTICA EM VESTIDO DE NOIVA: DO TEATRO PARA O CINEMA

Felipe Krul Bettiol, Charlott Eloize Leviski

Resumo


Este artigo tem como objetivo estabelecer a relação intermidiática entre a peça Vestido de noiva (1943) e sua tradução para o cinema, realizada em 2006, por Joffre Rodrigues. Para isso, fez-se necessário aplicar o conceito de intermidialidade às diferentes representações artísticas, a partir de análises das teorias de Julio Plaza e Claus Clüver. A metodologia utilizada foi o método indutivo, por meio de uma triangulação entre a pesquisa documental, bibliográfica e levantamento. Ademais, investigou-se, a partir de Henri Bergson e Samuel Beckett, a utilização de técnicas experimentais que traduzem os mecanismos da memória como recurso de construção textual, que, por sua vez, promovem a teorização de que Vestido de noiva também pode ser interpretada como uma peça de memória. Por fim, por meio dos teóricos de cinema Sergei Eisenstein e Marcel Martin, traçou-se um paralelo entre as técnicas dramatúrgicas e cinematográficas a fim de representar os processos do fluxo da consciência.

Palavras-chave


Nelson Rodrigues. Vestido de noiva. Peça de memória. Intermidialidade

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