A CONDIÇÃO PÓS-MODERNA E A PRODUÇÃO DE PATHOS: UMA REVISÃO NARRATIVA SOBRE O TRANSTORNO DE DÉFICIT DE ATENÇÃO COM HIPERATIVIDADE
Mots-clés :
TDAH, Pós-modernidade, Psicopatologia, Distraibilidade, ImpulsividadeRésumé
A presente pesquisa tem como objetivo principal investigar o conceito de TDAH e seus critérios diagnósticos associando-o às características próprias da pós-modernidade de modo a estabelecer conexões entre os dois fenômenos. Segundo estatísticas brasileiras o aumento do número de casos tem crescido de forma alarmante de modo que entender sua etiologia é tarefa fundamental. Na esteira dos Transtornos do Neurodesenvolvimento, o TDAH apresenta como característica principal a presença da distraibilidade bem como a agitação psicomotora e a impulsividade o que, de certa forma, coaduna com as vicissitudes da própria era em que vivemos: a pós-modernidade. A ênfase no desempenho e a atenção multitarefa se apresentam como marcas próprias da contemporaneidade e associá-las ao TDAH será a hipótese trabalhada a partir da ideia de Byung-Chul Han de que “cada época apresenta suas enfermidades fundamentais”. Como metodologia utilizou-se a revisão narrativa para a análise crítica dos resultados. Conclui-se que o entendimento do TDAH precisa ir além do modelo estritamente biomédico. O transtorno deve ser compreendido como um fenômeno moldado por fatores históricos e sociais, o que exige práticas de saúde mental éticas e humanizadas que confrontem o reducionismo diagnóstico e as pressões de desempenho da sociedade atual.