GESTÃO DE RISCOS NO COMÉRCIO INTERNACIONAL E CONSTRUÇÃO DE RESILIÊNCIA ORGANIZACIONAL: UMA REVISÃO SISTEMÁTICA DA LITERATURA (2020–2025)
Parole chiave:
Resiliência empresarial, Comércio Internacional, Gestão de Riscos, Riscos Sistêmicos, Mitigação de RiscosAbstract
A crescente instabilidade do ambiente internacional, marcada por riscos geopolíticos, climáticos, tecnológicos e econômicos interdependentes, tem ampliado a exposição das empresas a vulnerabilidades operacionais nas atividades de importação e exportação, exigindo abordagens mais estruturadas de gestão de riscos em cadeias globais de suprimentos. Apesar do avanço recente da literatura em Supply Chain Risk Management, ainda se observa a ausência de sistematizações integradoras específicas para o contexto do comércio internacional sob condições de policrise global. Nesse contexto, este estudo analisa como a literatura recente estrutura as categorias de risco e as estratégias de mitigação aplicáveis às operações internacionais, com foco na construção da resiliência organizacional. A pesquisa foi conduzida por meio de Revisão Sistemática da Literatura orientada pelas diretrizes do PRISMA (2020), contemplando publicações entre 2020 e 2025 nas bases Periódicos CAPES, Emerald, SciELO e Google Scholar, além de relatórios institucionais internacionais de referência em gestão de riscos corporativos. Os resultados evidenciam a predominância de abordagens sistêmicas e interdependentes de risco, bem como a crescente integração entre estratégias reativas e proativas de mitigação, associadas ao uso de tecnologias da Indústria 4.0, mecanismos de governança e práticas de sustentabilidade. Como principal contribuição, o estudo propõe uma sistematização integrada das categorias de riscos e dos instrumentos de mitigação aplicáveis ao comércio internacional, oferecendo suporte analítico à tomada de decisão estratégica em ambientes de elevada incerteza. Como agenda futura, recomenda-se o desenvolvimento de modelos aplicados de gestão de riscos voltados a contextos nacionais específicos, especialmente em economias emergentes inseridas em cadeias globais de valor.