RESULTADO FINANCEIRO X RESULTADO ECONÔMICO, COMPARAÇÃO ENTRE RELATÓRIOS CONTÁBEIS DE INSTITUIÇÕES FINANCEIRAS DA BOLSA BRASILEIRA DE 2022 A 2024.
Palavras-chave:
Resultado Econômico, Resultado Financeiro, Setor Bancário, Fluxo de Caixa, RentabilidadeResumo
O presente estudo analisa a relação entre resultado econômico e resultado financeiro em instituições bancárias brasileiras listadas na Bolsa de Valores entre 2022 e 2024. O objetivo é verificar se os lucros contábeis, evidenciados pela Demonstração do Resultado do Exercício (DRE), correspondem à geração de caixa operacional, apresentada na Demonstração dos Fluxos de Caixa (DFC). A fundamentação teórica apoiou-se em autores como Iudícibus, Marion e Assaf Neto, que ressaltam a contabilidade como instrumento essencial de apoio à tomada de decisões. Enquanto a DRE demonstra o desempenho econômico pelo regime de competência, a DFC retrata a liquidez efetiva pelo regime de caixa, podendo revelar divergências significativas entre rentabilidade e capacidade de geração de recursos. A pesquisa caracteriza-se como exploratória aplicada, de abordagem qualitativa e quantitativa, utilizando o método documental. Foram analisados dados públicos e auditados de dez instituições financeiras, referentes aos exercícios de 2022 a 2024. Os principais indicadores observados foram o lucro líquido, o fluxo de caixa operacional e a diferença entre ambos. Os resultados indicaram que, de forma geral, há proximidade entre os relatórios. Contudo, metade das instituições apresentou discrepâncias, como nos casos do Bradesco (2023) e do Santander (2024), em que lucros contábeis positivos coexistiram com fluxos de caixa negativos, impactados por variações em ativos, ajustes contábeis e aumento de tributos. Conclui-se que não há correspondência absoluta entre resultado econômico e resultado financeiro. Empresas podem exibir rentabilidade sem liquidez, reforçando a necessidade da análise conjunta da DRE e da DFC. Pesquisas futuras devem ampliar o escopo para outros setores e indicadores, a fim de aprofundar a compreensão sobre a sustentabilidade econômico-financeira das organizações.