DOS PRIMÓRDIOS DA SUSTENTABILIDADE AO IMPERATIVO DOMINANTE: RASTREANDO A EVOLUÇÃO DO CONCEITO E SUAS PRÁTICAS AO LONGO DO TEMPO
Palavras-chave:
Governança Corporativa, Certificações, ESG, Transparência, Estratégias EmpresariaisResumo
Este artigo examina a trajetória histórica da sustentabilidade até a ascensão do ESG (Environmental, Social and Governance) como paradigma dominante na gestão empresarial contemporânea. Inicialmente, destaca-se a transição do foco exclusivo no desempenho econômico para uma abordagem holística baseada em responsabilidade social, ética, sustentabilidade e transparência, alinhando as operações corporativas às expectativas sociais modernas. O texto constrói uma linha do tempo desde as origens do conceito, ainda na Responsabilidade Social Corporativa, até sua consolidação como ferramenta estratégica e diferencial competitivo. O estudo compara, de forma crítica, a adoção do ESG em empresas de capital aberto, ressaltando distinções práticas em relação às certificações ISO tradicionais e apresentando estudos de caso que ilustram a implementação real dos princípios ESG. Entre os principais resultados, identificam-se incentivos econômicos e regulatórios que impulsionam a adoção dessas práticas, bem como impactos positivos na gestão de riscos, especialmente em cenários de instabilidade jurídica,
como o contexto brasileiro. Apesar dos avanços, o artigo evidencia a distância entre discurso e prática, defendendo que a genuína incorporação do ESG pode gerar benefícios concretos, como melhorias operacionais e proteção reputacional. Sugere, por fim, aprofundar a análise dos fatores motivadores para distinguir práticas autênticas daquelas meramente performáticas.