CIDADES BIOFÍLICAS E A RECONEXÃO COM OS ESPAÇOS URBANOS

Júlia Pereira Fayad, Aline Gabardo Picler, Jennifer Mendes Kwiatkowski, Adriane Cordoni Savi

Resumo


O crescimento e desenvolvimento das cidades é um processo histórico, que ganhou força nas últimas décadas, o qual ocorreu de forma desordenada e acelerada. Além disso, as cidades cresceram negando e destruindo a natureza. Consequentemente, a urbanização é apontada como fator central em problemas como diminuição das áreas públicas verdes, perda da conexão e sentido de lugar, diminuição da saúde humana e longevidade. Dada a complexidade desse processo, busca-se por meio de uma revisão de literatura, compreender de que forma os conceitos de cidades biofílicas e infraestrutura verde podem contribuir no processo de reconexão das pessoas com o espaço urbano público, ou seja, nas relações sociais urbanas, e como reduzir a cultura do medo do espaço público e a fragmentação social urbana. Este artigo realiza uma análise dos espaços e dos processos vinculados à ele, como a cultura do medo por exemplo, sob uma perspectiva integrada da sociologia, psicologia e arquitetura. O caráter multidisciplinar desta pesquisa, realizada através de uma revisão bibliográfica e exploratória, abre espaço para que outras disciplinas se envolvam na busca pelas respostas à pergunta de pesquisa, de forma a enriquecer e ampliar a compreensão sobre a interação homem-natureza. Os resultados apontam que a infraestrutura verde tem inúmeros benefícios para a saúde humana, atuando de maneira multifatorial sobre ela. Além disso, o processo de verdificação é um mecanismo de redução da fragmentação social. Também constatou-se que o planejamento das áreas verdes urbanas não é apenas um luxo, mas sim uma forma de melhorar a saúde de grupos socioeconomicamente mais baixos, idosos e crianças.


Palavras-chave


Cidades Biofílicas. Condominialização. Espaço Urbano. Cultura do Medo.

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