VAMPIROS E ZUMBIS: METÁFORAS SOCIAIS NAS RELAÇÕES INTERMIDIÁTICAS DO SÉCULO XXI

Vivian Brunner Indart, Verônica Daniel Kobs

Resumo


O presente trabalho tem como objetivo analisar os vampiros e zumbis como metáforas da sociedade contemporânea. Observam-se, nas mídias, novas representações dessas criaturas, que fazem parte do novo gótico e do New Weird. Por meio de uma seleção de produções literárias, de cinema e TV com o tema vampiresco e zumbi. Foram escolhidos quatro objetos de estudo produzidos exclusivamente no século XXI: A fazenda Blackwood (2002), de Anne Rice; Sombras da noite (2012), de Tim Burton; Todo mundo quase morto (2004), de Edgar Wright; e The walking dead (2010) – nas versões de história em quadrinhos escrita por Robert Kirkman e de série de televisão dirigida por Preston A. Whitmore II. A partir de estudos de teóricos da pós-modernidade, entre eles Stuart Hall e Zygmunt Bauman, foi estabelecida uma relação entre a sociedade atual e a representação de vampiros e zumbis nas produções midiáticas do século XXI. Observa-se que as características da sociedade pós-moderna, tais como o individualismo, a identidade cultural múltipla e o consumismo, têm relação com os perfis que o vampiro e o zumbi apresentam na atualidade. O trabalho, portanto, analisará os objetos de estudo tendo em vista o vínculo que se faz entre a sociedade pós-moderna e as novas imagens do vampiro e do zumbi.

Palavras-chave


Vampiros. Zumbis. Novo Gótico. Metáforas Sociais

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