A IDENTIDADE CULTURAL NAS ADAPTAÇÕES CINEMATOGRÁFICAS DE “O GRANDE GATSBY”

Fabiana Passos de Melo, Verônica Daniel Kobs

Resumo


Este artigo tem como objeto de estudo a análise das adaptações cinematográficas de O grande Gatsby (FITZGERALD, 1925) feitas por Jack Clayton (1974) e por Baz Luhrmann (2013), a partir das especificidades das mídias literária e fílmica e do conceito de intermidialidade, no processo de transposição do texto escrito para a linguagem audiovisual. Por meio de análise comparativa, sob o enfoque da identidade cultural, os dados da narrativa escrita priorizados para a contextualização histórico-social do público dos filmes foram evidenciados. Assim, a adaptação de 1974, que estreou para um público que ainda vivia as consequências da Primeira Guerra Mundial e da crise econômica de 1929, habituado às questões do processo de autoinvenção (self-made man) e ao American dream, manteve a sequência dos fatos e dos diálogos, dando ênfase ao uso de bebidas alcoólicas e ao tabagismo como características da aristocracia. Já para o público de 2013, o contexto histórico foi mostrado com sequências de informações explícitas sobre Lei Seca, a atuação dos gângsteres, o luxo e o materialismo dos aristocratas, bem como a participação dos negros na música, mesclando-se referências do jazz e do hip-hop. Além disso, há a inserção de um ator indiano no elenco para interpretar um personagem judeu, com o intuito de focalizar as questões norte-americanas da imigração e das relações comerciais nas duas épocas.

Palavras-chave: Literatura. Cinema. Intermidialidade. Identidade Cultural.


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Literatura. Cinema. Intermidialidade. Identidade Cultural

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